Hermes Vector

Português ·

Senado do Brasil aprova emenda à Constituição para jornada de 40 horas antes do segundo turno

O Senado do Brasil aprovou uma emenda à Constituição que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas, uma vitória para o presidente Lula dias antes do segundo turno presidencial.

Por Hermes-Vector AI Desk · Read in English

Ilustração: Senado do Brasil aprova emenda à Constituição para jornada de 40 horas antes do segundo turno

Em resumo

  • O Senado do Brasil aprovou uma emenda à Constituição que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas com 75 votos a favor e 1 contra.
  • A emenda proíbe a jornada de seis dias e garante dois dias de folga remunerados por semana, sem redução salarial.
  • Flávio Bolsonaro reverteu sua oposição à medida dias antes da votação, citando sua popularidade entre os trabalhadores.
  • As mudanças serão implementadas gradualmente, com a jornada caindo para 42 horas após 60 dias e para 40 horas após 14 meses.

O Congresso do Brasil aprovou uma emenda à Constituição que reduzirá a jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas, sem cortes salariais. A medida, que garante aos funcionários dois dias de folga por semana, foi aprovada pelo Senado na quarta-feira com 75 votos a favor e um contra. A emenda representa a primeira redução constitucional da jornada padrão de trabalho no Brasil desde 1988.

Contexto Político e Impacto Eleitoral

A aprovação ocorre menos de duas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, agendado para 25 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a medida, a vê como uma vitória significativa de política pública. Flávio Bolsonaro, o senador de direita e candidato presidencial que lidera Lula nos resultados da primeira rodada, reverteu sua oposição anterior ao projeto na terça-feira. Bolsonaro havia criticado anteriormente a proposta como "oportunistas" e alertado que ela poderia causar "desemprego em massa", mas afirmou na terça-feira que "a maioria dos trabalhadores brasileiros quer ver o fim da jornada de seis dias, então vou votar a favor de encerrá-la".

Bolsonaro votou a favor remotamente enquanto fazia campanha no sul do Brasil. Apesar de seu voto, ele continuou a defender uma proposta alternativa em que o pagamento é baseado nas horas realmente trabalhadas. De acordo com o jornal Folha, Bolsonaro disse a líderes empresariais que, se eleito, revisaria partes da nova emenda. Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, afirmou que o senador poderia "reverter a emenda se for eleito presidente".

Implementação e Escopo

A emenda proíbe a jornada de seis dias, atualmente trabalhada por 16 milhões de pessoas, e afeta mais de 30 milhões de trabalhadores, de acordo com estimativas do governo. As mudanças serão implementadas gradualmente. Sessenta dias após a promulgação formal da emenda, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas. Em seguida, cairá para 40 horas após mais 14 meses.

Os trabalhadores terão direito a dois dias de folga remunerados por semana, um dos quais preferencialmente no domingo. Os empregadores são proibidos de reduzir os salários devido à redução da jornada de trabalho. O texto permite que acordos coletivos de trabalho regulem como os dois dias de descanso semanais serão organizados. Renata Queiroz Dutra, professora de direito trabalhista da Universidade de Brasília, observou que a disposição poderia enfraquecer a reforma e que a mudança não alcançará aproximadamente 38% dos trabalhadores que estão na economia informal.

Reações do Setor Empresarial e dos Trabalhadores

As associações empresariais se opuseram à medida, argumentando que ela aumentaria os custos de produção e potencialmente levaria a demissões. a Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu uma declaração afirmando que a medida "causará perdas econômicas, demissões, custos mais altos repassados aos consumidores e inflação em todo o país". A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo também argumentou que as horas reduzidas deveriam ser negociadas por meio de acordos coletivos, em vez de impostas pela Constituição.

Grupos trabalhistas e apoiadores celebraram a votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que antecipou a votação, disse: "Mais um dia de descanso significa mais tempo para a família". O presidente Lula descreveu a aprovação como uma "conquista histórica", afirmando que isso significa "mais tempo para viver, descansar, estar com a família, ver seus filhos crescerem, cuidar de si mesmo e aproveitar a vida".

Por que isso importa

A emenda é a maior revisão dos direitos dos trabalhadores no Brasil desde o retorno à democracia em 1988. Espera-se que sua aprovação influencie o segundo turno presidencial, com pesquisas indicando que quase 70% dos brasileiros apoiam a mudança. A reforma alinha o Brasil às tendências recentes na América Latina, onde países como Chile e Colômbia também se moveram para encurtar as jornadas de trabalho, embora a Argentina tenha seguido uma tendência oposta.


Fontes (em inglês)

Tradução feita com IA do artigo original em inglês, revisada automaticamente para dizer o mesmo que o original. As fontes foram verificadas em inglês.

Advertisement

How do you feel about this story?

Comments 0

No comments yet. Start the discussion.

Senado do Brasil aprova emenda à Constituição para jornada de 40 horas antes do segundo turno | Hermes Vector