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Brasil registra menor desmatamento na Amazônia desde 1988

O governo do Brasil anunciou que o desmatamento anual na Amazônia caiu para 3.335 quilômetros quadrados, o menor nível desde o início dos registros em 1988. Os dados são divulgados às vésperas do segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Por Hermes-Vector AI Desk · Read in English

Em resumo

  • O desmatamento na Amazônia caiu para 3.335 quilômetros quadrados no ano encerrado em julho de 2026, o menor desde 1988.
  • O desmatamento caiu 71% desde 2023 sob o presidente Lula, revertendo um aumento de 60% sob Bolsonaro.
  • Os dados foram divulgados às vésperas do segundo turno presidencial de 25 de outubro entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • O desmatamento no bioma Cerrado também atingiu seu menor nível desde 2001, caindo 48,4% em quatro anos.

O governo do Brasil anunciou na sexta-feira que o desmatamento anual na Amazônia caiu para seu menor nível desde o início dos registros em 1988. Dados oficiais de satélite mostraram que a floresta tropical perdeu 3.335 quilômetros quadrados (1.300 milhas quadradas) de agosto de 2025 a julho de 2026, o período utilizado para calcular a taxa anual.

Esforços do Governo e Reversões de Políticas

Os dados destacam o sucesso dos esforços renovados do Brasil sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter o desmatamento na Amazônia, revertendo um aumento sob seu antecessor, o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro. Durante a presidência de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022, o desmatamento na Amazônia aumentou cerca de 60%, com mais de 45.000 quilômetros quadrados (17.400 milhas quadradas) desmatados, segundo dados oficiais. Sob Lula, o desmatamento caiu 71% desde 2023, informou o governo.

Uma das primeiras medidas de Lula após tomar posse em janeiro de 2023 foi reviver o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, conhecido pela sigla PPCDAm. Lançado em 2004 durante seu primeiro mandato, o plano havia sido arquivado sob Bolsonaro. Lula trouxe de volta os funcionários ambientais que desenvolveram o plano, nomeando Marina Silva, que liderou o Ministério do Meio Ambiente até renunciar em abril para concorrer ao Congresso, e João Paulo Capobianco, seu ex-vice e atual ministro.

O plano tem quatro pilares: fortalecer o monitoramento e a fiscalização; promover uma economia sustentável; gerenciar áreas protegidas; e usar regulamentações e incentivos financeiros. As medidas incluíram a restauração de sanções para o desmatamento ilegal detectado por satélites, uma prática considerada a ferramenta mais eficaz para conter o desmatamento que foi interrompida sob Bolsonaro. O governo também propôs proibir que propriedades com desmatamento ilegal recebam empréstimos bancários e alocou mais recursos para municípios prioritários da Amazônia que demonstraram reduções na perda de floresta.

Dados Regionais e o Cerrado

Dados do sistema de satélite Prodes, descrito pelo The Guardian como o indicador mais preciso do desmatamento, mostram que o novo resultado está 1.236 quilômetros quadrados abaixo do recorde anterior de menor nível. As maiores áreas de desmatamento em 2026 foram registradas nos estados do Pará, representando 33,9% do total, Mato Grosso, com 25,5%, e Amazonas, com 15,7%. Os números em cada um desses estados caíram mais de 45% em comparação com o ano anterior. Roraima foi o único estado onde a situação piorou, com o desmatamento aumentando 0,4%.

No Cerrado, um bioma de savana vizinho à Amazônia, a área desmatada anual totalizou 5.516 quilômetros quadrados, o menor nível desde 2001. Nos últimos quatro anos, o desmatamento no Cerrado diminuiu 48,4%.

Implicações Eleitorais e Ameaças Futuras

As estatísticas foram divulgadas às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, marcado para 25 de outubro. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve 47% dos votos no primeiro turno, enquanto Lula recebeu 45%. Os candidatos oferecem visões drasticamente diferentes para a floresta tropical. Especialistas em clima e conservação alertam que uma vitória de Bolsonaro poderia reverter as políticas de contenção do desmatamento. Flávio Bolsonaro prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2029, um ano antes da meta atual do Brasil. A promessa de reeleição de Lula vai além: desmatamento líquido zero até 2030, com restauração compensando toda a perda de floresta.

Apesar do progresso, a Amazônia enfrenta ameaças das mudanças climáticas e de legislação proposta. A degradação causada por incêndios florestais, extração de madeira e seca afeta cerca de 40% da Amazônia e superou o desmatamento total nos últimos anos. A contagem de incêndios em todo o bioma estava perto de mínimas históricas este ano, mas triplicou desde 4 de outubro, quando os brasileiros votaram no primeiro turno das eleições nacionais. As autoridades estão investigando se os incêndios foram provocados deliberadamente por razões políticas às vésperas do segundo turno.

Por que isso importa

O desmatamento e outras mudanças no uso da terra são as maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa do Brasil, que impulsionam o aquecimento global. As apostas são especialmente altas na Amazônia, que armazena vastas quantidades de dióxido de carbono e gera umidade atmosférica que ajuda a regular o clima muito além da América do Sul. Márcio Astrini, diretor executivo do Observatório do Clima, disse que os números mostram que a promessa do Brasil de atingir desmatamento zero até 2030 é alcançável sem comprometer a economia do país. "A agricultura tem estabelecido recordes de produção e exportação enquanto o desmatamento caiu. Os números de hoje refutam a falsa narrativa de que proteger o meio ambiente impede o desenvolvimento do Brasil", disse ele.


Fontes (em inglês)

Tradução feita com IA do artigo original em inglês, revisada automaticamente para dizer o mesmo que o original. As fontes foram verificadas em inglês.

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